sábado, 4 de dezembro de 2010

Dia 04, 05, 06...

Tenha sempre pensamentos positivos e visualize uma vida feliz!

A vida é construída por meio de pensamentos.

Quem toma conhecimento desse princípio básico obtém saúde e prosperidade e torna-se capaz de construir uma vida familiar harmoniosa.

Não se atenha aos infortúnios e aos fracassos do passado e mentalize com convicção: "A partir de agora, tudo vai melhorar, com certeza".

E inicie assim uma vida norteada por palavras positivas.


Extraído do livro: Kotoba wa Ikiteiru - Seicho Taniguchi

Movimento Próprio

De acordo com Alexander Lowen, um dos autores pioneiros na área da bioenergética, em seu livro intitulado 'The Pleasure', (o prazer), a palavra movimento deriva-se da palavra emoção, no inglês, emotion and motion.

Assim sendo, para uma melhor percepção das emoções ,fica mais fácil quando acontece também a percepção dos movimentos; cinestesia. Do Latim: cine= movimento e estesia= percepção.

Da mesma maneira é importante lembrar que nosso esqueleto articulado é capaz de realizar aproximadamente até dois mil movimentos através de suas várias combinações de junturas ósseas e fibro-cartilagenosas, as articulações que não as utilizamos, nem mesmo em situações de atividade normal, mais do que dez por cento disto.

O motivo? É porque mesmo em situações de intensa atividade, nossa dinâmica corporal acontece de modo muito repetitivo e previsível. Por exemplo: ao examinarmos as atividades de vida diária (AVDs) de uma pessoa ativa, verificamos se tratar dos mesmos movimentos repetidos diariamente. Coisas simples como trocar de roupa, tomar banho, sentar-se às refeições, para trabalhar, dirigir e diga-se de passagem passamos a maior parte do tempo sentados. Tudo acontece em um mesmo nível de amplitude de movimento articular e muscular (ADM), o que faz com que tenhamos uma perda significativa em vários aspectos corporais, físicos e mentais, que serão tratados individualmente em outros capítulos(outros posts).

Até mesmo um atleta, repete continuamente seus movimentos, em qualquer modalidade desportiva. A prova disso são as constantes lesões por esforço repetitivo (LER). Do ponto de vista biomecânico os movimentos de um atleta são previsíveis, pois não há como fugir disso.

Ou por outra, as amplitudes de movimento são as mesmas de modo a estabelecer um limite muito aquém das reais capacidades de nossa mobilidade total, resultando em última análise, em prejuízo de nossa saúde física e mental.
Cada um de nós traz consigo um "Movimento Próprio" que ao longo do tempo vai sendo esquecido com a rotina do dia a dia. Mas é fundamental para nosso equilíbrio interno e mental, pois trata-se de nossa assinatura corporal no espaço físico.

Somos seres sensórios motores, ou seja, temos os sentidos de sentir e de nos movimentar, graças aos sentidos sensoriais (visão,paladar, tato, audição e olfação) e extra sensoriais como o equilíbrio e a cinestesia, por exemplo.

Até certa idade, não há problema algum neste fato, pois a taxa de regeneração tecidual é bastante rápida e eficiente, mas após certo tempo, que eu costumo carinhosamente chamar de "tempo de garantia", até 35 anos de idade em média, a coisa começa a se apresentar de outra maneira.

Primeiro é pelo fato de que a velocidade de regeneração dos tecidos é mais lenta, principalmente do tecido conjuntivo, que forma todas as estruturas ligadas ao movimento (ossos, ligamentos, tendões, músculos, fáscias, etc). Em média, a regeneração deste, dá-se entre três a seis meses, fato que é desprezado pela maioria das pessoas, exatamente porque quando se está na 'garantia' a reparação é aparentemente mais rápida e os limiares de dor são mais toleráveis.

Onde há movimento não há dor, onde há dor não há movimento!

Importante lembrar que a regeneração tecidual se dá em todas as fases da vida, todas, pois carregamos dentro de nós, células dormentes do tecido conjuntivo embrionário, ou seja, as tão famosas células tronco.

Estas células são capazes de se transformar em qualquer tipo de tecido quando solicitadas, pois possuem três diferenciais básicos: fibras colágenas, fibras elásticas e substancia fundamental amorfa.

A primeira dá firmeza,"cola", a segunda dá flexibilidade e a terceira é a propriedade de se adaptar a qualquer forma, uma vez que não possui forma definida. Daí o termo células tronco, pois é do tronco que se originam os galhos, metaforicamente falando. Isto é o que diferencia o tecido conjuntivo dos demais tecidos do corpo.

De acordo com os autores Gardner e Osbourne: 'sem o tecido conjuntivo não passaríamos de protoplasmas tremulantes'. É ele quem nos da forma, firmeza, elasticidade e por sua vez tudo o que está relacionado a estes.

 Faz-se, portanto, fundamental a importância de uma prática que contemple também o estímulo das propriedades conjuntivas do corpo.

As mais conhecidas são os alongamentos nas suas mais diversas modalidades, yoga, tai-chi, eutônia, biodança, pilates entre outras. Mas quando se fala em alongamento é muito comum ouvir de pronto: ' eu faço alongamento' ou 'eu me alongo sempre'!

Quero conduzir aqui o assunto para o tema biomecânico, ou seja, entendermos que o movimento corporal é algo extremamente maravilhoso. Pode parecer eufemismo, mas experimente ficar algumas horas sem se movimentar, apenas parte de um membro!
Por Fábio Freitas

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Clown: Uma poesia por trás de um Nariz - parte 1

Sou atriz desde 1994 e ao conhecer a menor máscara do mundo, o nariz vermelho, fiquei encanta, apaixonada. Vi nesta poética, a liberdade da alma, o retorno a ternura, a verdade do Ser. Depois de tanto pesquisar passamos s ministrar cursos desta arte para diferentes grupos de pessoas com diferentes objetivos e só tivemos lindas experiências.

O nariz vermelho é usado de diferentes formas, como protesto, no carnaval, em festas infantis, porém Ser Clown é muito mais que apenas pendurar o nariz sobre a face, Ser um Clown é uma jornada de descobertas.


De acordo com Jara (2001), o Clown é como todos nós em qualquer fase de nossa vida, seja ela, a velhice, a fase adulta ou a infância; um ser que vive, um registro histórico de ações e reações. Não é uma personagem que está comprometido por uma série de coisas como, por exemplo, um autor, diretor, texto dramatúrgico e até mesmo, com outros personagens; ao contrário, a única referência que o Clown tem é ele mesmo, ou seja, um encontrar de nós com nós mesmos. Melhor ainda, este encontro é com o melhor de nós mesmos, o mais sincero, o mais terno, o primário, o apaixonado o transparente.

O Clown sintetiza todos os rasgos de nossa personalidade, os que mais mostramos e os que mais queremos ocultar, ou que são reprimidos por nós, seja por qual razão for, social, cultural, familiar e pessoal.

Ao entrarmos em contato com estes registros emocionais guardados, podemos dispor deles com mais facilidade, ampliá-los, modificá-los.

Clown é autoconhecimento.

Jara, um clown que admiro pelo trabalho incrível, diz que ir de encontro ao nosso Clown pode ser uma aventura divertida, emocionante, libertadora, tanto para profissionais das artes cênicas, quanto para quem não o é. O jogo Clownesco pode ser evidentemente um jogo complexo de se jogar enquanto emoções a serem experimentadas em cena e por se tratar de uma máscara, quem joga se vê obrigado por ela a traduzir estas emoções em signos e códigos outros que não os cotidianos, com seu corpo e sua voz, daí a indispensável necessidade de se ter um treinamento físico distinto para este trabalho, melhorando conseqüentemente outras formas de comunicação, sejam elas cênicas  ou não.

O prazer de jogar pode ser reencontrado ao trabalharmos com o Clown, pois estamos diante de uma forma de expressão e/ou comunicação direta, espontânea e primária, isto é, o deixar-se levar por estados máximos de sensibilidade, muito além dos clichês do nosso dia-a-dia.

“De maneira que, finalmente, podemos afirmar que o encontro com nosso Clown se converterá em uma espécie de viagem sã ao mais AUTÊNTICO de cada um”. (JARA, p. 21, grifo do autor).

Validation ( Legendado ) - Parte 1 de 2



ESTE VÍDEO É INCRÍVEL!!

ÓTIMO PARA PENSAR UM POUCO SOBRE COMO PODEMOS INFLUÊNCIAR OS OUTROS...

DÊ UM ELOGIO DE GRAÇA....

BEIJOS

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Treinamento físico do Ator: será?

O termo teatro físico vem se tornando cada vez mais recorrente e, por sua vez, diversificado no meio teatral. É alvo de pesquisas na área das ciências humanas e é disseminado como uma tendência do fazer teatral voltando-se para o corpo e para o treinamento deste corpo na produção cênica.

Mas a pergunta é: “o ator realmente treina?”

Ao longo dos meus 15 anos no fazer teatral, estive em contato com inúmeros, dezenas de grupos teatrais, centenas de atores que ‘pesquisam’ sobre o treinamento físico do ator e não, o ator não treina, ele se destrói em nome de um outro termo chamado “entrega”.

Falo com convicção e ninguém, até que me provem o contrário, me convencerá que o ator 'treina'.

Diferentes grupos teratrais, baseados em ensinamentos antigos de outros autores que fizeram a história do teatro moderno e contemporâneo, assumem suas experiências passadas, de mais de 50, 60, 100 anos atrás e empregam aos seus grupos, “treinamentos” intensos, volumosos, sem o menor respaldo ou critério ciêntífico, incorrendo em lesões muitas vezes irreversíveis.

Acho esta profissão, a de atriz, ator, um ato de fé, um oficio que aos moldes de um artesão, constrói passo a passo sua história, muitas vezes não sendo reconhecido ou valorizado, o ator entrega-se ao fazer empírico imposto a sua profissão, submete-se a sessões de exercícios que de geração em geração é passada, sessões estas aplicadas por outros atores que tão pouco conhecem sobre sistemas, meios e métodos de treinamento e sem nenhum cuidado, aplicam exercícios físicos provindos das mais diferentes modalidades físicas e corporais em nome da melhora da performance cênica.

Hoje com todo o respaldo que a pesquisa nos oferece, a exemplo da educação física que traz na literatura pesquisas sobre o treinamento desportivo e de seus métodos e como os mesmos são aplicados de modo a trazer conseqüências positivas ou negativas ao corpo humano, a ator e seus grupos ainda relutam em ter o respaldo de uma equipe multidisciplinar, a qual poderá, certamente oferecer verdadeiro progresso físico e desta forma melhorar seu desempenho cênico.

Em recente pesquisa realizada por esta autora, juntamente com o professor Leon Carvalho e o professor mestre Marcos Pudo, verificamos que o treinamento do ator apresenta objetivos semelhantes ao treinamento esportivo, porém não apresenta princípios científicos nem fisiológicos, é prescrito por atores, que pode até incorrer em denúncia por parte de órgãos regulamentadores e não apresenta nenhuma prevenção quanto a lesões, nem osteomusculares, nem cardíacas.
É altamente intenso e apresenta grande volume o que pode incorrer na síndrome de overtraining fato presente também no treinamento esportivo devido a má distribuição das cargas de treino.
Entretanto um atleta pode apresentar esta síndrome após anos de treinamento exaustivo, em nosso trabalho verificamos que os mesmos sintomas são descritos por atores em poucos dias daquilo que eles chamam de “treinamento”.

O ator não treina, pensa que treina, os grupos não desenvolvem métodos eficazes que trazem de fato melhoras significativas aos níveis de aptidão física, das capacidades físicas, o ator precisa repensar em seu oficio dar valor a ele mesmo e ao seu corpo e recorrer, sem orgulho a profissionais que possam auxiliar de fato no desenvolvimento de sua profissão.

Você fofoca?

Patricia Antoniazi, em seu blog Harmonização Integral Corpo e Voz, escreveu este artigo o qual achei muito interessantes sobre nossas conversas, confira!!
No livro Tratado Geral Sobre a Fofoca, o autor, José Ângelo Gaiarsa, afirma que “20% de tudo que se diz no mundo é conversa funcional, é ordem, pedido de informação, constatação, declaração. É a palavra ligada a fatos. Os 80% restantes de todas as conversas do mundo poderiam ser chamados de “conversa fiada cósmica”. Trata-se de falar por amor à conversa, de falar por falar, de papo. Uma análise da conversa fiada mostra que ela pode ser dividida em duas partes 40% é fofoca e 40% é afirmação de preconceito”.
No ambiente de trabalho observamos que quando não há clareza e transparência, a ansiedade aumenta e o ambiente fica mais propício ao disse-me-disse. A fofoca sempre encontra caminhos para escorrer, mesmo diante de canais quase obstruídos.
Quando a fofoca aumenta, é sinal de que a comunicação não esta indo bem e que vale a pena investigar o que está acontecendo no local que você trabalha.
Proibir a fofoca é inutil,mas fugir dela é aconselhável.
Comunicar-se bem é importante para o seu desenvolvimento na carreira. Entretanto, fale o necessário!

Harmonização Integral Corpo-Voz: RONCO, APNÉIA E TRATAMENTOS

Ronco? Falta ar durante o sono? você pdoe estar sofrendo de uma síndrome que tem tratamento. A fonoaudiologia, com acompanhamento médico, pode trazer alternativas de tratamento para pessoas que sofrem de apnéia obstrutiva do sono. Confira artigo no blog dos amigos abaixo,

Harmonização Integral Corpo-Voz: RONCO, APNÉIA E TRATAMENTOS